Fundador da Qualicorp é preso em operação que investiga caixa 2 em campanha de Serra - España Madrid Noticias


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Fundador da Qualicorp é preso em operação que investiga caixa 2 em campanha de Serra

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Quase duas semanas após o anúncio feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de que testou positivo para o novo coronavírus, ao menos dois ministros também já confirmaram estar com a doença. Nesta segunda-feira, Onyx Lorenzoni (Cidadania) e o recém-empossado Milton Ribeiro (Educação), anunciaram pelo Twitter que testaram positivo para a covid-19.

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Na última quarta-feira, Bolsonaro anunciou que fez um novo teste para a covid-19 e que o resultado voltou a dar positivo. O ultradireitista continua trabalhando em isolamento no Palácio da Alvorada. “Estou bem, graças a Deus. Ontem de manhã fiz o exame e, à noite, o resultado foi que ainda sou positivo para o coronavírus”, contou numa transmissão ao vivo do Facebook, no jardim da residência oficial da Presidência da República. O mandatário revelou em 7 de julho que havia sido infectado após passar um fim de semana com “certa indisposição, cansaço, febre e dor muscular”. A previsão é que ele realize um novo teste em breve para retomar suas atividades. “Espero que nos próximos dias eu faça um novo exame e, se Deus quiser, dê tudo certo para a gente voltar logo”, afirmou. Mesmo doente, o presidente cumprimentou de longe seus apoiadores que se manifestavam em frente ao Palácio do Alvorada neste domingo e chegou até a exibir uma caixa de cloroquina, levantando-a com os braços.

Desde o anúncio de seu contágio, Bolsonaro promoveu o uso da cloroquina e hidroxicloroquina, medicamentos análogos e que até agora não se mostraram eficazes no tratamento da covid-19, segundo os principais estudos. Na quarta-feira, o presidente voltou a defender a substância. “Coincidência ou não, sabemos que não tem nenhuma comprovação científica, mas deu certo comigo. No mais, não existe nenhum medicamento hoje no mundo que tenha comprovação científica constatada. Então é uma situação de observação. Deu certo comigo, deu certo com muita gente. E muitos médicos dizem que a hidroxicloroquina funciona”, declarou. Em maio, após a nomeação do general Eduardo Pazuello para o Ministério da Saúde, centenas de técnicos foram substituídos por militares, e a cloroquina passou a fazer parte do tratamento contra a covid-19 nos hospitais públicos.

“Não tô fazendo nenhuma campanha para o medicamento. Afinal de contas, o custo é baratíssimo. Talvez por causa disso que tem muitas pessoas contra. E outras parece que é por questões ideológicas. Eu recomendo que você procure o seu médico e converse com ele. O meu, no caso, um médico militar, foi recomendado a hidroxicloroquina e funcionou”, disse Bolsonaro.

O presidente se mantém distante de sua esposa, Michelle Bolsonaro, e de sua filha e sua enteada, que moram com ele no Alvorada. As três fizeram exame com resultado negativo para o coronavírus. Mas o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o empresário Paulo Skaf, esteve com Bolsonaro em 3 de julho, dias antes do primeiro teste positivo do presidente. Agora, está internado no Hospital Sírio-Libanês com diagnóstico confirmado de covid-19, segundo o boletim médico da última quinta-feira. Na quarta, o jornal O Globo informou que o assessor presidencial Tércio Arnaud, o “rapaz das redes” de Bolsonaro, também deu positivo.

Em março, mais de 20 pessoas que participaram da comitiva do presidente aos Estados Unidos tiveram coronavírus. Fabio Wajngarten, secretário da Comunicação, foi o primeiro caso, seguido de integrantes tanto do alto escalão, como o general Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, quanto a advogada do presidente, Karina Cufa, e o chefe do cerimonial, Carlos França. Na época, Bolsonaro chegou a fazer o teste mas manteve em segredo seu resultado, colocando o exame no centro de um vai e vem judicial até chegar nas mãos do Supremo Tribunal federal (STF) e, por fim, se revelar negativo, no início de maio.

O Brasil já registrou mais de 75.000 mortes por coronavírus desde o início da pandemia, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na última quarta-feira. Na quinta, o país ultrapassou a marca dos 2 milhões de contágios confirmados pelas autoridades sanitárias. Apesar das cifras, Bolsonaro continua afirmando que há um alarmismo excessivo e que o vírus provoca só uma “gripezinha”. A negligência política do ultradireitista afetou a imagem internacional do Brasil. E, mesmo infectado, não há sinais de que o presidente abandonará sua aposta no negacionismo.

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